terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
UERJ divulga cartaz da I Conferência Internacional "Mulheres na Filosofia Moderna"
“O QUE É O ESCLARECIMENTO?”: NOTAS SOBRE O
MANIFESTO KANTIANO
José
Aristides da Silva Gamito
1.
Introdução
O artigo “O que é o
Esclarecimento?” (Was ist Aufklärung?)
é um texto clássico da filosofia que merece ser revistado em tempos de
questionamento da liberdade de expressão. Trata-se de um texto do gênero manifesto publicado por Emmanuel Kant em
5 de dezembro de 1783. O contexto histórico é o movimento iluminista que
aconteceu entre fins do século XVII e fins do século XVIII.
O tema principal do
manifesto “O que é o Esclarecimento?” é o tratamento da liberdade das crenças e
expressões das ideias individuais diante do espaço público e do Estado. Além de
reivindicar o uso da razão, Kant distingue o dever funcional da crença
individual, discute sobre os limites da revisão de crenças e de costumes e
concebe uma ideia de espaço público para o exercício da razão.
2.
Apresentação
do texto
O texto inicia com a
definição de que o Esclarecimento (Aufklärung)
é “a saída do homem de sua menoridade”. O pressuposto de abertura do texto é de
que os homens são universalmente dotados de razão, mas o seu uso depende de uma
decisão pessoal. A menoridade (Unmundigkeit)
é a incapacidade de usar o próprio entendimento, deixando-se ser tutelado pelo
outro (Vormund).
As causa da permanência
dos homens na menoridade são a falta de coragem, de ousadia. A continuidade
neste estado é mais cômoda. Se eles têm tutores para pensar, orientar e decidir
por eles, é um a condição que poupa esforço. A transição para a maioridade é
considerada perigosa e os tutores que se beneficiam de seus orientandos se
aproveitam desta dependência. A supervisão dos outros é um exercício de poder
que agrada a muita gente. Muitos são tentados a serem tutores alheios por causa
desta mitificação da tutela. Há uma simbiose entre tutor e tutelado. Enquanto,
o primeiro se envaidece e exerce seu controle sobre o segundo; este último
sente-se protegido, acomodado. Este exercício do poder constitui vários vícios
dos tutores. A menoridade se encaixa tão perfeitamente na vida de alguns homens
que passa a ser “quase uma natureza”. Portanto, a saída desta condição é
dolorosa. Kant insiste que, apesar das quedas, muitos “aprenderiam muito bem a
andar”.
A permanência na
menoridade é o procedimento do uso mecânico da razão, através de preceitos e de
fórmulas. A falta de hábito no exercício livre da razão desencoraja muita gente
a avançar em direção da maioridade. A dependência
dos tutores nos faz pensar que um povo não é capaz de marchar por si mesmo, mas
existem muitos indivíduos que são capazes de pensamento próprio. Muitos tutores
são capazes libertar seus tutelados quando admitem a possibilidade do
pensamento autônomo. Assim como há tutelados que saem do jugo de seus tutores.
Kant acredita que o processo do esclarecimento por si mesmo é lento. As
revoluções podem mudar os regimes e as estruturas de poder, mas não podem
reformar o pensamento das pessoas. Uma massa destituída de pensamento, após uma
revolução, só terá seus preconceitos trocados.
A pedra angular do
Esclarecimento é a liberdade. Neste ponto, Kant introduz o conceito de uso
público da razão. Esta é a possibilidade do cidadão, independentemente de
crenças pessoais, exercer publicamente sua razão em todas as questões. Muitos
setores que exercem poder na sociedade querem apenas obediência e ação. Kant cita exemplo do oficial, do financista e
do sacerdote. Eles atuam em espaços onde a obediência torna-se mais conveniente
do que o raciocínio. O uso privado da razão pode também contribuir para o
progresso do Esclarecimento, mas sua atuação se amplia com o uso público.
Kant define “Entendo,
contudo, sob o nome de uso público de
sua própria razão aquele que qualquer homem, enquanto sábio, faz dela diante do
grande público do mundo letrado”. O uso privado acontece no exercício da
função. Muitas profissões exigem mais obediência do que raciocínio. Porém,
estes profissionais podem, por meio da literatura, raciocinar diante do grande
público. A desobediência imediata impediria que muitas instituições
funcionassem, mas enquanto desempenha as suas funções, nenhum cidadão pode ser
impedido de fazer observações e de propor reformas. Sem esta liberdade nenhuma
atividade humana progrediria.
Kant faz uma distinção
do dever do funcionário da atuação do cidadão no espaço público. Um militar ou
um sacerdote não podem desobedecer as ordens que recebe. Enquanto, membro de
uma instituição o seu dever é cumprir ordens. Porém, estando em jogo a
necessidade de sempre aperfeiçoar as instituições, todo cidadão sábio tem o
dever de expor publicamente suas ideias contra a inconveniência ou a injustiça
das imposições das ordens recebidas. Se houver uma ruptura entre o dever do
funcionário e o dever do cidadão, o uso da razão não pode ser restringido.
Neste sentido, Kant reconhece o dever funcional como uma necessidade de cada
atividade humana. Mas ao mesmo tempo, concebe que no uso público da razão,
esses funcionários são livres das obrigações funcionais para exercerem sua
liberdade de pensamento.
As instituições têm, às
vezes, necessidade de um “credo invariável” para se manterem. Mesmo que tentem
exercer este poder, haverá sempre espaços para ampliação de conhecimento. As
reformas e as rupturas vão naturalmente acontecer. O progresso, na opinião de
Kant, é um movimento natural, impedi-lo é um crime. É necessário assegurar no
uso público da razão a defesa do reparo das instituições.
A inalteração das instituições permaneceriam asseguradas
até que se compreendesse com profundidade a natureza das mudanças. Kant defende
as reformas institucionais, de crenças e de costumes, mas considera que as
mudanças devem ser prudentes. Além disso, defende a coexistência de pessoas com
crenças novas e antigas dentro de uma mesma comunidade. A liberdade pública
deve assegurar a coexistência de ordens novas e velhas. O Estado não poderia de
modo nenhum fixar um modelo de crença do qual não se pudesse duvidar. Os princípios
da democracia aparecem no manifesto de Kant ao falar de “votação”, “ainda que
não unânime”, o direito de duvidar e a coexistência da diversidade de crença.
Ele distingue a vontade do soberano da vontade geral do povo. E repele o uso da
violência para unificar pensamentos e uso da censura aos escritos.
Em determinado ponto,
Kant chega à pergunta: “vivemos agora uma época esclarecida?” Esta questão se
torna atemporal porque pode ser repetida em outros momentos da história. A
resposta da época de Kant é que faltava muito para se chegar a um
esclarecimento ideal, mas cita um avanço do Estado através da figura de
Frederico (Frederico II, rei da Prússia). E toma este exemplo como a forma
ideal de procedimento do príncipe: Permitir a liberdade religiosa e moral. No
seu tempo, a preocupação maior foi com a liberdade religiosa, menos com artes e
as ciências. Porém, a mesma liberdade é necessária nestes dois campos. O Estado
deve permitir o uso público da razão e a crítica do estado das coisas
existentes.
O filósofo alemão
termina o manifesto defendendo que a liberdade de espírito permite a um povo
maior liberdade civil. A natureza do próprio homem é a liberdade e deve agir de
acordo com ela.
Referência
KANT,
Immanuel. Resposta à Questão: O que é o Esclarecimento? In: MARÇAL, Jorge (Org.). Antologia de textos filosóficos.
Curitiba: Secretaria de Estado da Educação do Paraná, 2009.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
Universidade de Paderborn realizará Curso de Verão sobre mulheres filósofas
O departamento de História das Filósofas
e Cientistas anunciou na sua página no facebook a programação do evento. Segue
tradução: “Pelo terceiro ano consecutivo acontece o Curso de Verão Libori no Centro para a História das Mulheres
Filósofos e Cientistas em Paderborn, na Universidade de Paderborn, realizada
este ano a partir de 29 de julho a 2 de agosto. O objetivo deste ano Curso de
Verão é fornecer uma plataforma para os especialistas apresentarem suas pesquisas
sobre mulheres filósofas. O intercâmbio e a cooperação de cientistas com este
interesse de pesquisa, especialmente as experiências e as possibilidades do
envolvimento de filósofos em seus estudos, receberão uma ênfase especial.
O Curso
de Verão Libori de 2019 no Centro para a História das Mulheres Filósofos e
Cientistas será realizado sob o título "Filósofas em Estudo e Escolas”.
Haverá uma seção em alemão e uma em inglês, as oficinas serão oferecidas em
paralelo. Os participantes podem escolher em quais oficinas gostariam de
participar.
Para mais informações sobre o Curso de Verão Libori podem ser
encontrados no site:
https://historyofwomenphilosophers.org/libori-summer-school-2019/
As
oficinas da manhã serão na seção alemã de Sabrina Ebbersmeyer (Universidade de
Copenhaga), Julia Lerius, Ana Rodrigues, Julia Muhl, Jessica Harmening e Ruth
Hagen Gruber (todos da Universidade de Paderborn) para as filósofas Aisara,
Hildegard de Bingen, Émilie du Châtelet , Olympe de Gouges, Charlotte Perkins
Gilman e Gerda Walther.
As oficinas da tarde oferecem espaço
para contribuições. Por favor, especifique no contexto de suas entradas com
qual tópico, ou com qual filósofo você irá lidar. É necessário informar o que
será abordado. O tempo é de 30 a 90 minutos disponíveis. Está aberto para você
executar no estilo frontal ou para fazer sua oficina de conversação.
·
Prazo: 5 de maio de 2019
·
Tamanho: entre 500 e 2000 palavras
·
Submissões por e-mail para contact@historyofwomenphilosophers.org
-
Taxa da comunicação: em torno de 10 €.”
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
Mulheres filósofas
UERJ
REALIZARÁ CONFERÊNCIA SOBRE MULHERES NA FILOSOFIA

Os organizadores anunciaram no facebook
que será realizada entre 10 e 20 de junho de 2019 I Conferência Internacional
sobre Mulheres na Filosofia Moderna, na cidade do Rio de Janeiro. Será coordenada
por Katarina Peixoto e por Pedro Pricladnitzky e será sediada pela Universidade
Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ. Está confirmada a presença da professora
Ruth Hagengruber, da Universidade Paderborn (Alemanha), onde há um centro de
pesquisas sobre as mulheres filósofas.
Segundo, os organizadores, os
conferencistas nacionais que já estão confirmados são: Monique Cobian Carmel
Ramos Nastassja Pugliese Ulysses Pinheiro Mitieli Seixas Celso Martins Azar
Filho Tessa Moura Lacerda Pedro Pricladnitzky e Katarina Peixoto.
Elisabeth da Bohemia, Anne Conway, As
Sophies que conversaram com Leibniz, Marie de Gournay, Émilie du Châtelet,
Margareth Cavendish e outras mulheres filósofas serão estudadas e pesquisadas.
E-mail
de contato: mfilosofiam@gmail.com
sexta-feira, 27 de abril de 2018
A filosofia no currículo do Ensino Médio
Qual
é o problema com a filosofia?
Prof. Me. José Aristides da Silva
Gamito
Professor no SDNSR
Um estudo do Ipea
(Instituto de Economia Aplicada) divulgado esta semana afirma que a presença de
filosofia e sociologia no Ensino Médio derruba notas de matemática. Os
organizadores da pesquisa afirmam que a adoção dessas disciplinas a partir de
2009 prejudicou a aprendizagem de matemática dos jovens. Incluem também o
prejuízo em redação e linguagens. A ocorrência é apontada com mais ênfase entre
estudantes de baixa renda.
Esta interpretação
atende à perspectiva pragmática e tecnicista da educação. O novo Ensino Médio
do atual governo quer retomar um modelo de currículo que prioriza apenas Língua
Portuguesa e Matemática. É um modelo que interessa muito ao mercado. E claro, à
classe política! Cidadãos que sabem resolver problemas matemáticos, mas não
sabem interpretar as questões sociais. Qual é o problema com as ciências
humanas? Vamos examinar o problema!
Pode-se pensar o
currículo de dois modos. Um currículo tecnicista que pretende treinar pessoas
para resolver problemas básicos e práticos. É um conceito de educação como
treinamento de técnicos para o mercado de trabalho. Neste currículo, o domínio
de ciências exatas e de linguagens é exigência fundamental. Já o outro modelo
seria um currículo que integra técnica e formação humana. Este inclui
necessariamente disciplinas que exploram o potencial técnico, ético e humano,
porque através dele se pretende formar pessoas que resolvam problemas técnicos,
mas também solucionem problemas éticos, sociais e políticos.
Quando se quer frisar
que as ciências humanas prejudicam a aprendizagem de matemática e linguagens,
na verdade, está querendo afirmar que é apenas a educação tecnicista que
funciona. Tal posição não corresponde aos conceitos contemporâneos de educação,
ela ainda é ranço do positivismo. O conceito de capital humano desenvolvido por
Theodore Schultz nos anos 60 lançou as bases da orientação tecnicista da
educação. Esta se torna um valor econômico e, portanto, educar pessoas equivale
a treiná-las para trabalhar. No Brasil, nesse mesmo período a universidade
passou a se aliar aos interesses da indústria.
Os esforços de reforma
da educação no período militar foram na direção de formar recursos humanos para
o desenvolvimento econômico dentro dos parâmetros da ordem capitalista. Isso
está expresso na Reforma Universitária de 1968 e na reforma educacional de 71.
Todas essas alterações na legislação educacional foram para atender tendências
capitalistas e de mercado. Este modelo só foi superado pela LDB de 1996.
Se formos considerar o caso das maiores
notas em matemática do Pisa 2015, veremos que o problema não é a filosofia ou a
sociologia. Cingapura obteve a maior nota em matemática no exame do Pisa. O
currículo do ensino secundário de Cingapura inclui a área de humanidades com as
disciplinas Estudos Sociais, História e Geografia. Do mesmo modo, o currículo de
Hong Kong que é a segunda maior nota de matemática do Pisa contém Educação
Humana, Social e Pessoal e Educação Artística. Todos eles envolvem disciplinas
de ciências humanas.
Transferir a culpa do
fracasso em matemática e linguagens dos alunos do ensino médio para duas
disciplinas apenas é sintoma de um olhar míope para a educação. Essas
disciplinas só entram no currículo no ensino médio e o estudo do Ipea não
considera as habilidades não desenvolvidas em matemática no ensino fundamental
quando não há concorrência da filosofia.
O problema está na base
da educação. Há pouco investimento do governo na base. A falta de investimento
em formação do professor, das condições de trabalho e salário; a infraestrutura
das escolas, a não utilização de tecnologia moderna no processo de letramento e
ensino de matemática, a ausência da família na vida escolar dos filhos. A
educação técnica sem a humana será deficitária!
Postado originalmente em: http://www.seminariocaratinga.com.br/SDNSR/publicacoes/filosofia/139-qual-e-o-problema-com-a-filosofia
domingo, 9 de abril de 2017
Filósofos Vivos
OS FILÓSOFOS MAIS INFLUENTES DA
ATUALIDADE
![]() |
| O nome filósofo ainda é muito associado a filósofos antigos. |
Existe uma ideia equivocada fora do
meio acadêmico de que filósofos são somente os mortos como Sócrates,
Aristóteles, Descartes. Na realidade, há milhares de filósofos espalhados pelas
universidades mundo afora atuantes e produtivos. Muitos pagam até de estrelas
na mídia. A seguir, apresentamos os filósofos vivos mais conhecidos e
influentes da atualidade.
Não utilizei nenhum critério rígido
para elencar esses filósofos. Considerei apenas os nomes mais citados na
internet. Na listagem, não incluí os brasileiros. Por ser já consagrado e muito
estudado no meio acadêmico não incluí Jurgen Habermas.
DANIEL
DENNET (1942[1])
Ele é
estadunidense e professor da Tufts University. Sua área de atuação são as
ciências cognitivas e pesquisa sobre filosofia da mente, filosofia da ciência e
biologia. Ao lado de Richard Dawkins, Sam Harris e Christopher Hitchens é
considerado um cavalheiro do novo ateísmo.
GIANNI
VATTIMO (1936)
Vattimo é
italiano. Sua grande influência é o filósofo Friedrich Nietzsche. Com o termo pensiero debole caracteriza o tipo de pensamento
da pós-modernidade e considera-o como a chave para a democratização da
sociedade, diminuição da violência e adesão à tolerância. Atua no meio
político.
PETER
SINGER (1946)
Ele é
australiano e professor da Universidade de Princeton. Atua no campo da
filosofia moral. Já escreveu sobre os temas éticos mais importantes da
atualidade. Sua obra Libertação Animal (1975) traz uma aplicação de seus
princípios éticos ao direito dos animais. Sua ética tem um princípio
utilitarista.
MICHEL
ONFRAY (1959)
Ele é francês e
escreve sobre hedonismo, ateísmo e anarquismo. Sua obra de maior apelo é o
Tratado de Ateologia (2007). Dentre suas ações está a fundação da Universidade
Popular de Caen.
PETER
SLOTERDIJK (1947)
Sloterdijk é um
filósofo alemão e teórico da cultura. É professor na Universidade de Arte e
Design Karlsruhe. Apresentou durante dez anos o programa de televisão Im Glashaus: Die Philosopische
Quartett. Suas principais obras são
Crítica da Razão Cínica (1983), Esferas I, II e III (1998, 1999, 2004).
BYUNG
CHUL HAN (1959)
Byung
Chul Han é um filósofo coreano nascido em 1959. É um filósofo e teórico da
cultura e professor da Universidade de Artes de Berlim. Ele nasceu na
Coreia, mas mudou-se para a Alemanha para estudar Literatura Alemã, Filosofia e
Teologia. Sua obra aborda os problemas da sociedade contemporânea como
capitalismo, trabalho e tecnologia.
FERNANDO
SAVATER (1947)
Savater é
espanhol e professor de filosofia da Universidade Complutense de Madri. Escreve
sobre ética, polítca e estudos literários.
MARTHA
NUSSBAUM (1947)
Professora da
Universidade de Chicago e fascinada pelos direitos das mulheres e pelo
feminismo. Sua obra se concentra no campo da ética e da ciência política, além
de advogar a favor dos direitos dos animais e de pessoas homoafetivas.
CORNEL
WEST (1952)
West é professor
de filosofia no Union Theological Seminary em Nova York. Sua área de atuação é
a filosofia social. Foi um dos pioneiros do neopragmatismo com foco na condição
de raça e de classe. Os seus dois textos mais influentes foram Race Matters (1994) e Democracy Matters (2004). Geralmente,
aparece em programas de televisão.
GAYATRI
SPIVAK (1942)
Spivak é
professora da Universidade de Colúmbia e membro fundadora do Institute
for Comparative Literature and Society. Com a crítica Can the Subaltern Speak?, ela introduziu o conceito de subalterno.
Já recebeu importantes prêmios por suas obras.
JUDITH
BUTLER (1956)
É uma filósofa
judia. Suas obras Gender Trouble: Feminism and
the Subversion of Identity e Bodies That Matter: On the Discursive Limits of Sex tiveram uma forte influência sobre a
filosofia de gênero e o feminismo.
GU SU (1955)
É um
filósofo chinês e membro do Institute for the Advanced Study of Social Sciences
da Universidade de Fudan. Escreveu Essential Ideas of Liberalism e Democratization:
The Chinese Modal and Course of Political Development na área da filosofia
política.
THOMAS NAGEL (1937)
Natural de Belgrado, na Sérvia. Atualmente,
ensina filosofia e leis na Universidade de Nova Iorque. Seu ensaio intitulado What
is like to be a bat? influenciou a maneira de pensar a filosofia da mente
ao atacar o reducionismo. Nos anos 70, escreveu War and Massacre, uma
crítica à política estadunidense na guerra no Vietnã.
JOHN MCDOWELL (1942)
Mcdowell nasceu na África do Sul e se
tornou professor da Universidade de Pittsburgh. Ele ocupa um lugar na fila
daqueles filósofos que buscam dissoluções em vez de soluções para problemas
filosóficos. Ele flerta com o pragmatismo e aborda temas de Kant a Wittgenstein
e de Hegel a Sellars.
SAUL KRIPKE (1940)
Ele é estadunidense e professor
aposentado da Universidade de Princeton. Ele se envolve em diversos campos da
filosofia como filosofia da linguagem, lógica, filosofia da matemática,
epistemologia e metafísica. Sua obra de destaque é Naming and Necessity.
DAVID CHALMERS (1966)
Chalmers é professor da Universidade de
Nova Iorque, mas leciona também na Universidade Nacional Australiana. Sua obra
de destaque é Conscious Mind e trata do problema do dualismo cartesiano.
Referências:
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